Locomia
Para aqueles que lembram do Locomia, grupo sei lá de onde que tinha um jeito meio espanhol paraguaio e que dançavam com umas roupas estranas, uma bota de bico bem fino e uns leques…. uuuuuuuhhhhhhhhh… muuuuito gay!
Não tinha como não ver os caras do Viva a Noite do Gugu, aquele programa em que as mina dançavam numa taça de champagner (bons tempos aqueles).
E eu me pergunto: quem foi o gênio que pensou que esses caras, vestindo essa roupa e dando uns gritinhos com um leque nas mãos iria dar certo? Será que alguém um dia achou pelo menos sexy? Quero conhecer alguém que pelo menos comprou o disco. Mas seguinte, te liga no clipe dos caras. Os efeitos especiais são inovadores! Meninas… numa parada Gay iriam arrazaaarrr…
Aqui tem uma paródia bem bacana…
Depois do casamento… o divócio
Genial! Depois do sucesso daquele casamento infame em que os padrinhos e noivos entram na igreja ao som de “Forever” do Chris Brown, agora vem o divórcio… espetacular!
I Gotta Feeling
Para abrir mais uma temporada do programa da Oprah, a apresentadora milhonária norte americana, foi realizado um dos maiores “flash mobs” já vistos.
Para quem não está antenado, “flash mob” é uma reunião de pessoas que não tem nada pra fazer e que resolvem se encontrar em um determinado local e numa determinada hora para fazer algo sem sentido algum. Legal, né!
Já esteve mais em moda há uns 5 anos… gente que combinava pela internet de se encontrar em um esquina movimentada dos grandes centros urbanos e, na hora marca, tirar os chinelos, sapatos e sandalhas e sair “matando baratas” por 30 segundos. Tudo isso inesperadamente… passado o tempo todos retornam tranquilamente para seus afazeres como se nada tivesse acontecido.
Desta vez, no programa da Oprah, foi com a banda Black Eyed Peas, durante a música “I Gotta Feeling” em Chicago, nos Estados Unidos. Foram 21 mil pessoas dançando a coreografia. De acordo com a imprensa internacional, Oprah não teria conhecimento do que se iria passar.
A partir daí, a dança se estendeu aos demais que assistiam à apresentação do programa…
Aí vão mais alguns “flash mobs”
Os Simpsons na Angola
Na Angola , uma agência de publicidade criou um cartaz da família mais famosa da TV para divulgar a apresentação de Os Simpsons no canal Bué com um visual africano. 
Casamento ao som de Thriller
Toda festa de casamento é a mesma coisa. Os noivos dançam aquela romântica música, abraçadinhos, ao som de Kenny G, transformando esse rápido momento em uma eternidade de amor para esse enlace. E tudo segue o protocolo… os beijos e abraços, o jantar, o arroz à grega, o brinde de espumante rosê, o sapato do noivo com aquelas sofridas notas de cinco reais, a prima mais velha que aguarrou o buquet, o tio bêbado que dança como se fosse John Travolta… tudo igual.
Porém, nem sempre a tradicional valsa dos noivos é a melhor pedida para animar a festa. Depois que o vídeo de um inusitado casamento em Minnesota, Estados Unidos, caiu na Internet, mostrando a irreverência da entrada dos padrinhos e noivos ao som de “Forever” do cantor Chris Brown, resolvi investir nas minhas pesquisas pela rede.
Para minha surpresa, descobri os inúmeros vídeos de casamento embalados por um grande hit videoclipico. Do clipe para as festas de casamento, “Thriller” virou uma grande brincadeira nas pistas de dança, deixando a valsa para o tempo da vovó.
Todos conhecem os inesquecíveis passos dançados com maestria por Michael Jackson no histórico clipe “Thriller”. Esse foi sem dúvida um marco da geração dos anos 80. Dirigido por John Landis, “Thiller” foi a faixa título do disco que lançou Michael Jackson como o grande astro do pop.
Confira alguns vídeos…
Sutilmente
Simplesmente fantástico! Já está rolando na rede o mais novo clipe do Skank. Desta vez, a música “Sutilmente”, parceria de Samuel Rosa e Nando Reis, foi escolhida para ser o corpo de uma das mais belas obras videoclípticas já vista. Sem mais palavras… confira o clipe e seu making of.
Sem nada
As gotas de chuva invadem a janela do quarto. Na rua, os sons se misturam, ecoando conversas, músicas e risos pelos bares da avenida. Dentro da pequena sala, as cores da tv mostram o Rei comemorando 50 anos de muitas emoções. Estático sobre o sofá, ele observa o controle remoto em suas mãos. Queria ter também sua vida nas mãos e, com um simples toque, sair da inércia à qual rotineiramente sobrevive. Se ao menos pudesse trocar de canal, aumentar o volume, dar mais cor e nitidez. Mas não! Ordens médicas: – o Sr. não pode ter emoção alguma! A frase veio como uma faca perfurando seu peito. Sentiu um frio subindo pelas pernas e imobilizando sua vida. Sem choro, sem riso, sem banhos de chuva, sem emoção… sem nada! O que resta dessa vida de viver por viver? Dormir e acordar pensando no que não viveu. E esperar por um futuro sem cor e sem som.
O crime da coxinha de frango
Quatro quilos. Saibam que comer uma inocente coxinha de frango todas as tardes pode causar um verdadeiro des
astre na sua balança. Ok… ela não está só. Essa meliante vem acompanhada da coca cola bem gelada que, no primeiro gole, provoca aquele soluço constrangedor. Pra arrematar, um modesto bombonzinho com recheio de avelã. É quase uma quadrilha de criminosos. Nunca andam sozinhos e, juntos, fazem um estrago imenso.
Essa semana a calça que mais gosto já não entrou. Ou melhor, não consegui fechar o botão. Ainda acho que ela encolheu depois da última lavagem. Não é possível deixar de fechar tão rápido assim. A gota d´água foi, quando, nesta semana, perguntaram se eu tinha comprado uma moto. Inocentemente respondi: – Não, por quê? Poderia ter simplesmente ter ignorado essa pergunta. Mas não. Caí feito um pastel. Eis que a resposta veio sem dó em forma de pergunta: – Então porque o capacete aí em baixo da camisa?
Agora, olhando para essa protuberância indesejada em meu abdômen, lembro que, a cada final de noite, reafirmo minha vontade de fazer aquela tão esperada matrícula na academia em frente ao prédio. Por hoje vou dormir. Amanhã tudo pode ser diferente. Uma corridinha na esteira e um almoçinho leve a base de saladas. Humm. Assim abre espaço para coroar a tarde com uma magnífica coxinha de frango… tá bom… pode trocar por um pastel de brócolis ao forno.
A polícia que mata
O som da sirene ecoa por entre as ruas. Os carros que esperam a sinaleira abrir dão sinal, de forma desordenada e ligeira, abrindo um rombo na pista para esperar a passagem da viatura. A dona de casa que sai do mercado repleta de sacolas para estarrecida acompanhando com receio o som da sirene, tentando descobrir o que está acontecendo. O senhor cego na faixa de segurança fica imóvel. A escuridão de sua vida grita por socorro. A Veraneio cinza racha pelas ruas, mantendo-se soberana sobre todos os outros. Nenhum tem mais poder do que ela. O ronco do motor intimida, provocando a sensação de submissão e medo. Dentro dela existe poder. Não há vez e não há voz.
Sete anos foram necessários para Caco Barcellos, jornalista nascido em Porto Alegre, investigar as ações dos policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) em seu carro de número 66. Trabalhadores, desempregados, pessoas com família, sem família, pessoas normais: esses faziam parte do público abordado pelos policiais e terminavam sua vida da mesma forma, com um tiro na cabeça. Esse é o pano de fundo para Rota 66 – A história da polícia que mata.
Policiais Militares matando pessoas inocentes por desconfiar que são bandidos. Isso mesmo, apenas suspeitavam que aquele que acabaria morrendo de forma estúpida com uma bala na cabeça era um ladrão ou algo de gênero. Nem precisa dizer que as vítimas, em sua maioria, eram pobres, negras ou pardas e com nenhum envolvimento com o crime. O porquê dessas mortes ficou sem explicação até hoje. A época da ditadura foi terrível pela brutalidade e pelo puro prazer em fazer simples cidadãos morrerem.
O caso que é cenário para o livro é o único em que a Rota matou pessoas da minoria rica do país. Três jovens de classe alta, que trafegavam em um fusca azul, são confundidos com bandidos e mortos pelos policiais em São Paulo nos anos 80. A imprensa deu grande destaque ao caso na época. Os policiais que mataram esses garotos acharam que eles eram ladrões e que haviam roubado o fusca no qual estavam. Os policiais militares foram ao tribunal, porém julgados inocentes. No livro, ainda é apresentada a história de várias pessoas que foram mortas pelos mesmos policiais.
Os crimes realizados pelos policiais, em sua maioria, são maquiados de forma a violar o local que deveria ser totalmente preservado. A polícia que persegue o “bandido”, mata e depois o leva ao hospital para “prestar ajuda”, com o propósito de evitar a investigação na cena do crime. Porém, os supostos bandidos chegam ao hospital sem chance de sobrevivência. Quando algum médico se recusa a receber cadáveres na emergência do hospital, sempre há a intervenção de algum coronel da Polícia Militar no caso.
Caco Barcellos somente conseguiu constatar essa cruel realidade transformada em livro após criar, com a ajuda de um amigo, um grande banco de dados com a catalogação de todas as mortes causadas pelos policiais nos supostos tiroteios. O repórter ia ao necrotério todos os dias para checar os dados. Percebeu-se que as notícias publicadas nos jornais nunca apresentavam um sobrevivente de tiroteios. Em uma das manchetes publicadas no jornal dizia “Tiroteio na Penitenciária”. Foram ao todo 31 mortos, sendo que nenhum era policial.
O jornalista apresenta seu comprometimento com os menos favorecidos. Desconfia das fontes na elaboração de suas matérias e mostra-se humano perante as mazelas da sociedade. O absurdo das ações de uma polícia que não está a serviço da vida é desvelado por Caco Barcellos com uma narrativa rica em detalhes e que seduz o leitor do início ao fim.
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